Diretor de Escola Militar é afastado por suspeita de assédio sexual contra aluna na região do Araguaia

Caso foi denunciado pela aluna no final do ano passado, em Porto Alegre do Norte e é investigado pela Polícia Civil.

Diretor de Escola Militar é afastado por suspeita de assédio sexual contra aluna na região do Araguaia
Foto: Reprodução

João Aguiar e Jacques Gosch | RDNews

 

O diretor da Escola Estadual Cívico Militar 13 de Maio, de Porto Alegre do Norte (MT), foi afastado do cargo após uma aluna, de 17 anos, registrar boletim de ocorrência contra ele por assédio sexual. O caso é investigado pela Polícia Civil.

 

Conforme o boletim de ocorrência ao qual o RD News teve acesso, a aluna denunciou o caso no final do ano passado. Ela relatou que desde julho vinha trocando mensagens com o diretor, mas não havia percebido qualquer interesse pessoal por parte dele.

 

No entanto, com o passar do tempo, o diretor passou a realizar transferências Pix para a adolescente. Com isso, começaram os comportamentos sugestivos. Ele passou a enviar mensagens de cunho mais direto, demonstrando interesse afetivo e pedindo que a jovem enviasse fotos íntimas e ficando irritado quando ela se recusava a enviar.

 

Em dada ocasião, o diretor afirmou que a levaria até um banco em Confresa para regularizar o programa “Pé de Meia” do Governo Federal, mencionando que levaria outras alunas. Desconfiada, a mãe da adolescente acompanhou a jovem e observou que apenas a filha foi levada, sem outras pessoas.

 

Após a denúncia, o diretor foi afastado da função pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc). “Após a ciência formal, a Seduc adotou imediatamente as providências previstas em seus protocolos, com atuação conjunta das equipes psicossocial e de gestão de pessoas”, diz a secretaria em nota.

 

“Foram aplicados o Protocolo MARES e o Protocolo de Direcionamento Frente à Violência na Escola, priorizando a proteção da estudante, a comunicação aos órgãos do sistema de garantia de direitos, o acompanhamento psicossocial e as medidas administrativas cabíveis em relação ao servidor”, acrescenta.

 

Além disso, a aluna foi encaminhada para outra unidade escolar, após pedido da família, e também recebe acompanhamento psicossocial.

 

“O caso segue sendo monitorado pela equipe da COGER/DRE e pelo Núcleo de Mediação Escolar. A Seduc reafirma seu compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes, o respeito ao devido processo legal, a observância dos princípios éticos e legais e a colaboração com as autoridades competentes, resguardando o sigilo das informações”, completa a Seduc.