Municipalização do trânsito deve ampliar gestão, fiscalização e educação em Nova Xavantina, afirma Major Martins
A Notícia em Foco
A municipalização do trânsito em Nova Xavantina deve representar uma mudança estrutural na forma de gestão, fiscalização e organização viária do município. A avaliação é do Major Martins, que detalhou os impactos da integração ao Sistema Nacional de Trânsito.
Segundo ele, o processo permitirá que o município passe a exercer competências previstas no artigo 24 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), atuando diretamente em três pilares fundamentais: gestão, educação e fiscalização.
Na gestão, o Major explica que o município passa a ter autonomia para atuar na engenharia de trânsito, com intervenções como alteração de sentidos de vias, implantação de mão única e instalação de redutores de velocidade em pontos críticos, especialmente onde há maior índice de acidentes.
Na educação, ele destaca ações já em andamento em escolas do município, com foco especial em adolescentes que utilizam bicicletas elétricas. O objetivo é orientar todos os usuários do trânsito — pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas — para reduzir riscos e aumentar a segurança.
Já no eixo da fiscalização, Martins reforça que a atuação da Polícia Militar já vem sendo intensificada devido ao aumento de acidentes em Nova Xavantina, e não em razão direta da municipalização, já que o convênio com a Prefeitura ainda não foi formalizado.
Ele explica que, após a municipalização, a arrecadação de multas passará a ser destinada ao próprio município, com aplicação obrigatória em ações de melhoria do trânsito, como sinalização e infraestrutura viária.
Apesar disso, o Major reforça que a mudança não impacta quem respeita as regras. “Quem anda corretamente continua normalmente”, destacou.
Principais causas de acidentes
De acordo com o Major Martins, três fatores se destacam entre as principais causas de acidentes no município: excesso de velocidade, direção sob efeito de álcool e desrespeito à sinalização de trânsito, como avanço de sinal vermelho e não observância de placas de parada.
Ele afirma que todos são comportamentos evitáveis e reforça a necessidade de maior conscientização e fiscalização para reduzir os índices de ocorrências.
Crescente preocupação com bicicletas elétricas
Outro ponto de destaque da entrevista é o aumento do uso de bicicletas elétricas, especialmente por adolescentes e pessoas sem habilitação.
O Major explica que já existem ações educativas em andamento e que a legislação nacional ainda diferencia bicicletas elétricas de ciclomotores — estes últimos exigem placa e CNH, enquanto as bicicletas elétricas seguem regras mais flexíveis.
Ele acrescenta que a Prefeitura, em conjunto com os órgãos de segurança, estuda medidas adicionais, como a possível definição de idade mínima para condução e a criação de um curso gratuito de direção defensiva para usuários sem CNH.
Segundo ele, a intenção não é punir, mas prevenir acidentes e preservar vidas.
“A Polícia Militar nunca tem como objetivo multar ou prejudicar, e sim preservar vidas”, afirmou.

















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