Políticos de MT se dividem após áudios de Flávio Bolsonaro sobre filme financiado por Vorcaro

Parlamentares bolsonaristas defenderam Flávio Bolsonaro e pediram CPI do Banco Master, enquanto políticos do PT cobraram investigação sobre o caso.

Políticos de MT se dividem após áudios de Flávio Bolsonaro sobre filme financiado por Vorcaro
Foto: Reprodução

GABRIEL BARBOSA
Hiper Notícias

 

A divulgação de áudios atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e ao banqueiro Daniel Vorcaro, revelados pelo site The Intercept Brasil, provocou reações imediatas entre políticos de Mato Grosso. Aliados do PL saíram em defesa do pré-candidato à Presidência e passaram a defender a instalação de uma CPI do Banco Master, enquanto nomes ligados ao PT classificaram o caso como grave e cobraram investigação.

As declarações dos políticos mato-grossenses ocorreram principalmente por meio de vídeos e publicações nas redes sociais ao longo desta quarta-feira (13).

O deputado federal José Medeiros afirmou nas redes sociais que Flávio buscava financiamento privado para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e negou irregularidades na negociação.

“Não foi atrás de Lei Rouanet, não foi atrás de dinheiro público, foi atrás de dinheiro privado”, declarou Medeiros. O parlamentar ainda defendeu a criação de uma CPI do Banco Master e disse que “quem for podre que se quebre”.

O deputado estadual Gilberto Cattani também saiu em defesa de Flávio Bolsonaro e criticou o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, após o político do Novo cobrar explicações sobre o caso.

Segundo Cattani, o senador apenas cobrava o cumprimento de um contrato privado relacionado ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre Bolsonaro. “O que o Flávio estava fazendo era cobrar um acordo que existia”, afirmou.

Já o vereador por Cuiabá Rafael Ranalli declarou apoio ao senador e reforçou o discurso favorável à CPI do Banco Master.

“A gente sabe que a guerra ia ser desleal”, disse Ranalli em vídeo publicado nas redes sociais. O vereador também criticou Zema por ter se posicionado rapidamente sobre o episódio.

Do outro lado, parlamentares do PT em Mato Grosso usaram as redes para atacar o entorno bolsonarista e pedir investigação.

O deputado estadual Valdir Barranco classificou o caso como “absurdo sem tamanho” e afirmou que o país precisa de “investigação rigorosa, responsabilização exemplar e punição para todos os envolvidos”.

Barranco compartilhou publicação mencionando os R$ 134 milhões supostamente negociados para financiar o filme sobre Bolsonaro.

A ex-deputada federal Rosa Neide também repercutiu o caso nas redes sociais. “É bomba”, escreveu ao comentar as revelações envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.

Já a pré-candidata ao Senado Edna Sampaio publicou postagem citando os valores mencionados nas reportagens sobre o financiamento do longa-metragem.

Os áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro vieram à tona após reportagem do The Intercept Brasil apontar que o senador teria cobrado pagamentos ligados ao filme “Dark Horse”, produção que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro. Segundo as reportagens, o valor negociado teria chegado a R$ 134 milhões.

Flávio Bolsonaro confirmou contato com Vorcaro, mas afirmou que buscava apenas patrocínio privado para um projeto cinematográfico sem uso de recursos públicos.