Suspeito de crime de grande comoção popular vai à júri no dia 26 de novembro em Campinápolis
Notícias Interativa c/ Assessoria
Um dos casos de maior comoção na história recente de Campinápolis tem data marcada para seu desfecho. No dia 26 de novembro de 2025, às 9h (horário de Brasília), Tony Henrique Neves de Paula, de 20 anos, sentará no banco dos réus. O julgamento, que desperta grande expectativa entre os moradores, será realizado nas instalações da Câmara Municipal de Campinápolis.
Tony Henrique é acusado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) de homicídio qualificado e fuga do local do crime. Ele responde pelo atropelamento fatal de Leandro Ribeiro Padilha, ocorrido na madrugada de 9 de junho de 2024, no Distrito de São José do Couto.
O crime causou profunda comoção na comunidade, não apenas pela violência do ato, mas também pelo fato de a vítima ser uma pessoa bastante conhecida e querida. Leandro Padilha havia participado ativamente da organização da festa junina da escola local, realizada poucas horas antes de sua morte.
De acordo com a denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Fabrício Miranda Mereb, o crime não foi um simples acidente de trânsito, mas um ato intencional. A acusação sustenta que, por volta das 3h26 da madrugada, Tony Henrique, ciente da ilicitude de sua conduta, conduzia um Volkswagen Gol vermelho e, ao avistar Leandro caminhando próximo à calçada da Avenida Central, teria acelerado propositalmente em direção à vítima.
A promotoria classifica o crime como homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima, alegando que Leandro foi atingido pelas costas, de forma inesperada e sem qualquer chance de reação. A morte foi instantânea, conforme consta na certidão de óbito.
A denúncia também descreve o Fato II: fuga do local do crime. Segundo o MPMT, logo após o atropelamento, Tony Henrique teria deixado o local com o intuito de evitar a responsabilização penal e civil. O réu ainda teria levado o veículo — que pertencia ao seu tio — até a residência deste, em uma tentativa de dificultar sua identificação.
Devido à grande repercussão do caso e ao vínculo da vítima com a comunidade, espera-se forte presença popular durante a sessão do Tribunal












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