Moradores relatam ameaças e desaparecimento de bens após suposta invasão em propriedade rural de Barra do Garças

Mando de busca e apreensão foi cumprido pela Polícia Civil nesta quarta-feira (24).

Moradores relatam ameaças e desaparecimento de bens após suposta invasão em propriedade rural de Barra do Garças
Foto: Reprodução

Rede da Notícia 

A Polícia Civil cumpriu nesta quarta-feira (24), um mandado judicial de busca e apreensão durante a investigação de uma suposta invasão a uma propriedade rural em Barra do Garças. A medida foi autorizada pela Justiça como parte de um inquérito que apura denúncias de ingresso irregular em imóvel particular e possíveis crimes contra moradores da residência.

A apuração, conduzida pela 1° Delegacia, teve início após o registro de boletim de ocorrência e a coleta de depoimentos de vítimas e testemunhas. Os relatos apontam que um policial militar, que estaria fora de serviço no momento dos fatos, acompanhado de outro homem, teria entrado na propriedade sem autorização dos moradores e sem apresentar ordem judicial.

Conforme as informações reunidas, os envolvidos procuravam um aparelho celular que supostamente pertenceria a uma terceira pessoa. Durante a permanência no local, teriam sido realizadas buscas nos cômodos da residência, ocasião em que moradores foram retirados dos quartos, incluindo familiares que dormiam no momento da ação.

Ainda de acordo com os depoimentos, uma das pessoas presentes passou mal e desmaiou durante o episódio. Também foram relatados o desaparecimento de aparelhos celulares, documentos relacionados a imóveis e determinada quantia em dinheiro. Moradores afirmaram ainda ter recebido ameaças após os acontecimentos.

Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial representou ao Poder Judiciário pela adoção de medidas cautelares investigativas. O pedido foi analisado pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Barra do Garças, que deferiu parcialmente as medidas solicitadas, resultando no cumprimento do mandado judicial.

Durante a diligência, o principal investigado não foi localizado. A Polícia Civil informou que novas providências foram adotadas para dar continuidade às investigações.

O inquérito segue em andamento, com a realização de oitivas, análises técnicas e demais diligências consideradas necessárias para o esclarecimento dos fatos.

A Polícia ressaltou que não há, até o momento, conclusão definitiva sobre a responsabilidade dos envolvidos e que serão assegurados o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal.