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População do Vale do Araguaia salta para 415 mil habitantes com avanço de polos agrícolas

Levantamento censitário revela ganho de quase 14 mil residentes em 29 municípios de Mato Grosso no intervalo de dois anos; Barra do Garças lidera em volume e Querência consolida a maior expansão percentual.

População do Vale do Araguaia salta para 415 mil habitantes com avanço de polos agrícolas
Vista aérea de Barra do Garças - Foto: Reprodução

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O Vale do Araguaia, composto por 29 municípios na porção leste de Mato Grosso, contabiliza um contingente total de 415.709 habitantes em 2026. O indicador atesta um acréscimo de 13.891 novos residentes na região em comparação às 401.818 pessoas registradas em 2024. A transição demográfica, publicada em estimativas oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reflete uma taxa de crescimento conjunto de 3,46% no biênio, tracionada pela oferta de empregos na cadeia do agronegócio e na expansão do setor de serviços.

O município de Barra do Garças confirmou sua posição como o maior polo estrutural de toda a região ao saltar de 72.694 para 75.524 moradores, o que representa o maior volume de absorção do Vale, com 2.830 novos residentes. Proporcionalmente, a escalada demográfica mais agressiva ocorreu em Querência. A cidade apresentou uma evolução de 8,54% na sua base populacional, incorporando 2.548 indivíduos e transpondo a marca dos 32 mil habitantes.

O balanço individual das 29 cidades componentes da Região do Vale do Araguaia em Mato Grosso, detalha numericamente a expansão acelerada, estabilidade e êxodo no território mato-grossense ao longo do período de 2024 a 2026:

▪️ Água Boa: Aumentou de 31.314 para 32.876 habitantes (+1.562 / +4,99%).

▪️ Alto Araguaia: Cresceu de 17.657 para 17.888 habitantes (+231 / +1,31%).

▪️ Alto Boa Vista: Passou de 5.875 para 5.966 habitantes (+91 / +1,55%).

▪️ Araguaiana: Cresceu de 3.950 para 4.059 habitantes (+109 / +2,76%).

▪️ Araguainha: Encolheu de 1.006 para 989 habitantes (-17 / -1,69%).

▪️ Barra do Garças: Avançou de 72.694 para 75.524 habitantes (+2.830 / +3,89%).

▪️ Bom Jesus do Araguaia: Cresceu de 7.731 para 8.091 habitantes (+360 / +4,66%).

▪️ Canabrava do Norte: Retraiu de 4.480 para 4.422 habitantes (-58 / -1,29%).

▪️ Canarana: Saltou de 27.657 para 28.985 habitantes (+1.328 / +4,80%).

▪️ Cocalinho: Aumentou de 6.428 para 6.560 habitantes (+132 / +2,05%).

▪️ Confresa: Cresceu de 37.541 para 39.368 habitantes (+1.827 / +4,87%).

▪️ Gaúcha do Norte: Passou de 9.181 para 9.610 habitantes (+429 / +4,67%).

▪️ Luciara: Aumentou de 2.591 para 2.642 habitantes (+51 / +1,97%).

▪️ Nova Nazaré: Avançou de 4.467 para 4.681 habitantes (+214 / +4,79%).

▪️ Nova Xavantina: Cresceu de 25.486 para 26.340 habitantes (+854 / +3,35%).

▪️ Novo Santo Antônio: Manteve estagnação, de 2.040 para 2.041 habitantes (+1 / +0,05%).

▪️ Novo São Joaquim: Passou de 7.160 para 7.317 habitantes (+157 / +2,19%).

▪️ Ponte Branca: Aumentou de 2.076 para 2.119 habitantes (+43 / +2,07%).

▪️ Porto Alegre do Norte: Cresceu de 12.524 para 12.774 habitantes (+250 / +2,00%).

▪️ Querência: Registrou alta vertiginosa, de 29.820 para 32.368 habitantes (+2.548 / +8,54%).

▪️ Ribeirão Cascalheira: Cresceu de 10.431 para 10.650 habitantes (+219 / +2,10%).

▪️ Ribeirãozinho: Passou de 2.697 para 2.768 habitantes (+71 / +2,63%).

▪️ Santa Cruz do Xingu: Aumentou de 2.834 para 2.974 habitantes (+140 / +4,94%).

▪️ Santa Terezinha: Registrou leve oscilação, de 7.720 para 7.754 habitantes (+34 / +0,44%).

▪️ São Félix do Araguaia: Avançou de 14.332 para 14.873 habitantes (+541 / +3,77%).

▪️ São José do Xingu: Cresceu de 6.168 para 6.299 habitantes (+131 / +2,12%).

▪️ Serra Nova Dourada: Passou de 1.901 para 1.981 habitantes (+80 / +4,21%).

▪️ Torixoréu: Manteve-se estável, de 4.230 para 4.245 habitantes (+15 / +0,35%).

▪️ Vila Rica: Apresentou a maior retração em volume, caindo de 19.827 para 19.545 habitantes (-282 / -1,42%).
 

Os números oficias expõem uma polarização no desenvolvimento geográfico local. As perdas de moradores detectadas em Vila Rica, Canabrava do Norte e Araguainha evidenciam a migração intracomunitária motivada pela busca de estabilidade empregatícia. Paralelamente, o adensamento de municípios como Querência, Água Boa, Canarana e Confresa obriga o replanejamento a curto prazo das gestões municipais, que passam a lidar com pressões imediatas sobre os orçamentos de infraestrutura viária, saneamento, vagas escolares e oferta de segurança pública.

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