Tombamento de carreta volta a expor riscos causados por desnível na BR-158 entre Água Boa e Canarana
Acidente registrado no domingo (24) interditou parcialmente a rodovia e reacendeu debate sobre problema antigo que, segundo motoristas e autoridades, tem contribuído para ocorrências frequentes no trecho.
Por: Adailson Pereira com Notícias Interativa
Um novo acidente registrado na tarde de domingo (24) voltou a chamar a atenção para as condições de segurança da BR-158, no trecho entre os municípios de Água Boa e Canarana. O tombamento de um vagão de carga provocou a interdição parcial da rodovia e reacendeu discussões sobre o desnível existente entre a pista de rolamento e o acostamento, apontado há anos como um dos fatores de risco para motoristas que trafegam pela região.
O acidente ocorreu no km 529 da BR-158, nas proximidades do Posto Tigrão Rei da Estrada. Com o tombamento, uma carga de soja ficou espalhada sobre a pista, exigindo atenção redobrada dos condutores e causando transtornos no trânsito.
De acordo com o relato do motorista da carreta, um veículo que seguia no sentido contrário teria invadido sua faixa de rolamento. Para evitar uma colisão, ele realizou uma manobra evasiva, momento em que perdeu o controle do conjunto e o vagão de carga tombou.
Apesar de não haver registro de feridos, o acidente resultou em prejuízos materiais e reforçou a preocupação com as condições da rodovia. Um dos pontos que voltaram ao centro do debate é o desnível de aproximadamente 20 centímetros entre o asfalto e o acostamento, situação que pode dificultar a recuperação do veículo quando as rodas deixam a pista.
O problema não é novo. Desde 2017, reportagens e manifestações de usuários da BR-158 alertam para os riscos causados pelo desnível em diversos pontos da rodovia. A situação também vem sendo discutida por autoridades, lideranças regionais e representantes do setor de transportes, que cobram intervenções para aumentar a segurança no trecho.
Enquanto medidas definitivas não são adotadas, motoristas que utilizam a BR-158 seguem enfrentando um cenário que, segundo relatos frequentes, contribui para acidentes e amplia os riscos de quem depende diariamente da principal rota de ligação da região.

















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