De sapo à cecília: estudo de aluno da UFMT registra 50 tipos de anfíbios no Parque Estadual do Xingu
Guia de anfíbios do Xingu reúne 50 táxons, incluindo sapos, pererecas e cecílias, além de informações sobre as espécies e o ambiente.
De sapo à cecília: estudo de aluno da UFMT registra 50 tipos de anfíbios no Parque Estadual do Xingu
Produzido por estudante da UFMT, material reúne fotografias e informações sobre a biodiversidade do parque em Mato Grosso.
4 min de leitura
Sapos, pererecas e até cecílias encontradas no Parque Estadual do Xingu ganharam espaço em um guia ilustrado desenvolvido pelo estudante de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus de Sinop, Davi Barbosa Dolzane.

Intitulado “Guia Ilustrado de Anfíbios do Parque Estadual do Xingu”, o material reúne fotografias, registros de ocorrência e informações sobre a biologia e o comportamento dos animais. A proposta é apresentar a biodiversidade da unidade de conservação de forma visual e acessível, inclusive para leitores sem formação em Biologia.
O trabalho foi desenvolvido durante o ciclo 2025–2026 do Programa de Iniciação Científica. A pesquisa que deu origem ao guia registrou 50 táxons (grupos de organismos que formam uma unidade biológica), distribuídos entre 11 famílias e 19 gêneros. Desse total, 37 foram identificados em nível de espécie.

Diversidade de anfíbios no Xingu
Os registros representam parte da diversidade de anfíbios já conhecida no Parque Estadual do Xingu, mas também indicam que o número de espécies pode ser maior.
Segundo o pesquisador, algumas áreas da unidade de conservação ainda são pouco estudadas por causa das dificuldades de acesso. Essa limitação reduz a quantidade de levantamentos e, consequentemente, o conhecimento sobre os animais que vivem no território.

Localizado em uma área de contato entre formações da Amazônia e do Cerrado, o parque reúne diferentes tipos de ambientes e tem importância para a conservação da biodiversidade de Mato Grosso.
Os anfíbios também ajudam os pesquisadores a compreender as condições ambientais de uma região. Por manterem relação direta com fatores como água, umidade e temperatura, esses animais podem apresentar respostas rápidas às mudanças no ambiente.
Ciência além da universidade
A ideia do guia é transformar informações científicas em um conteúdo que possa ser compreendido por diferentes públicos. Além de facilitar o reconhecimento dos animais, o material apresenta características das espécies e explica a relação delas com os ambientes onde vivem.
Entre os animais apresentados estão sapos, pererecas e cecílias. Com linguagem visual, o trabalho busca despertar a curiosidade sobre espécies que fazem parte da fauna regional, mas que nem sempre são conhecidas pela população.
O material poderá ser utilizado por escolas, comunidades locais, visitantes de áreas protegidas, profissionais que atuam na conservação e demais interessados na biodiversidade. A proposta é fazer com que o conhecimento produzido dentro da universidade também circule fora do meio acadêmico.
Guia ainda passará por revisão
O guia já foi estruturado e diagramado, mas ainda precisa passar por revisão técnica e preparação antes de uma futura publicação oficial.
Uma prévia de dez páginas foi disponibilizada na plataforma Issuu. A versão permite conhecer parte do conteúdo e da proposta visual do trabalho, mas ainda é preliminar e não corresponde à publicação definitiva.

Davi é bolsista com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
O estudante também concorre com o trabalho aos prêmios Severino Meireles, na categoria de iniciação científica, e Oscarlina Weber, voltado à divulgação e popularização da ciência.
A pesquisa integra o Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) Amazônia Ocidental, dentro do projeto “Rede Avaliação Integrada dos Processos Ecossistêmicos e da Saúde Única na Amazônia Ocidental”.
O trabalho é coordenado pelo professor Domingos de Jesus Rodrigues, orientador da pesquisa, e tem coorientação dos professores Milton Omar Córdova e Larissa Cavalheiro. Marcos Penhacek, Arielly Ferraz, Lucas Chaves e Rogério Custódio também colaboraram com a produção.
A pesquisa conta ainda com apoio logístico e financeiro do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT).
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Fonte: Primeira Página MT. Link original
















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