Polícia

Foragida Angélica Saraiva é recambiada para MT e ficará em Regime Disciplinar Diferenciado

A detenta Angélica Saraiva, conhecida como 'Angeliquinha', foi recambiada para Mato Grosso e ficará por seis meses em Regime Disciplinar Diferenciado na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto, em Cuiabá.

Foragida Angélica Saraiva é recambiada para MT e ficará em Regime Disciplinar Diferenciado

A detenta Angélica Saraiva, conhecida como 'Angeliquinha', foi recambiada para Mato Grosso e cumprirá um regime diferenciado na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto, em Cuiabá. Inicialmente, ela permanecerá por seis meses em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), que prevê isolamento das demais presas, restrições no período de visitas e banho de sol, além de vigilância reforçada.

O delegado Victor Hugo, titular da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), explicou que a medida foi solicitada pela Polícia Civil à 5ª Vara Criminal de Sinop e aprovada pelo Poder Judiciário. 'É um isolamento. Ela tem direitos de prisioneira cerceados dentro do que determina a legislação penal', destacou o delegado.

Angeliquinha foi presa em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e recambiada para Mato Grosso na terça-feira (20). Segundo o delegado, a aplicação do regime diferenciado considera a periculosidade da detenta, que possui condenações totalizando mais de 260 anos por crimes como organização criminosa, homicídios e lavagem de dinheiro.

Victor Hugo descreveu Angélica como uma 'criminosa contumaz e cruel', evidenciando sua atuação como uma das principais lideranças de uma facção criminosa no extremo norte de Mato Grosso, especialmente na região de Alta Floresta. A detenta é investigada por ser mandante de diversos homicídios.

A operação que resultou na prisão de Angeliquinha envolveu a colaboração entre a Draco, a Gerência de Capturas da Polícia Civil, autoridades bolivianas, a Polícia Federal e a Secretaria de Estado de Justiça. Após sua prisão na Bolívia, ela foi transferida para Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e entregue à Polícia Federal, seguindo os protocolos de cooperação entre os países.

O delegado também mencionou que a fuga de Angeliquinha da Penitenciária Ana Maria do Couto, ocorrida em agosto do ano passado, está sendo investigada, e que novas informações a respeito da sua conduta na Bolívia estão sendo apuradas. A Polícia Civil está investigando possíveis mudanças em sua aparência durante o período foragido, além de movimentações financeiras e atividades relacionadas ao tráfico de drogas.

As investigações continuam, com o objetivo de desmantelar a organização criminosa e responsabilizar outros membros envolvidos.