Mato Grosso terá pela primeira vez uma mulher no comando da Secretaria de Segurança Pública

Coronel Susane Tamanho é escolhida para chefiar a Sesp e quebra um marco na história da gestão estadual.

Mato Grosso terá pela primeira vez uma mulher no comando da Secretaria de Segurança Pública
Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Semana 7 com Assessoria

 

O Estado de Mato Grosso terá, pela primeira vez, uma mulher à frente da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (6) pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que confirmou a nomeação da coronel da reserva Susane Tamanho para o comando da pasta.

A escolha marca um momento histórico para a segurança pública estadual, ao ampliar a presença feminina em cargos de liderança tradicionalmente ocupados por homens. A nova gestora assume com a missão de dar continuidade às políticas de enfrentamento à criminalidade e fortalecimento das instituições de segurança.

Durante o anúncio, o governador destacou a experiência e a trajetória da coronel, ressaltando a confiança em sua capacidade de liderança. Segundo ele, a nomeação representa a continuidade de avanços na área, aliada à necessidade de novos desafios e melhorias no setor.

Com mais de 25 anos de atuação na Polícia Militar, Susane Tamanho construiu carreira marcada por pioneirismo. Ela já comandou a 20ª Companhia Independente da Força Tática de Cuiabá e foi a primeira mulher no Brasil a se formar em curso de especialização do Batalhão de Choque e Rondas Ostensivas “Tobias de Aguiar” (Rota), da Polícia Militar de São Paulo.

Ao assumir o novo cargo, a coronel destacou o compromisso com a população.

Servir é um propósito de vida. Recebo essa missão com honra e responsabilidade, pronta para trabalhar pela segurança dos mato-grossenses

afirmou.

A nomeação também ocorre em meio a uma série de mudanças no secretariado estadual, que devem ser anunciadas ao longo da semana em outras áreas estratégicas do governo.

A chegada de Susane Tamanho à Sesp simboliza não apenas uma mudança administrativa, mas também um avanço na representatividade feminina em posições de comando, reforçando o papel das mulheres na construção de políticas públicas e na liderança de instituições de segurança.