Prefeitura inocenta cozinheira por 'relacionamento impróprio' com aluno em Campinápolis

Resumo rápido

Mulher já havia sido absolvida em outra investigação.

Prefeitura inocenta cozinheira por 'relacionamento impróprio' com aluno em Campinápolis
Foto: Reprodução

Folhamax

A Prefeitura de Campinápolis decidiu arquivar o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) movido contra uma cozinheira que era investigada por "relacionamento impróprio" com um aluno. A decisão, assinada pelo prefeito Jeovan Faria (Republicanos) e publicada em 4 de dezembro, segue integralmente o parecer da Comissão de Sindicância e Processo Administrativo.

O PAD havia sido instaurado para apurar suposta conduta irregular da funcionária envolvendo relacionamento impróprio com um aluno da unidade escolar onde trabalha. Entretanto, conforme destacou a Comissão Processante, a servidora já havia sido investigada internamente e punida com advertência pela mesma conduta, conforme registros anexados ao processo.

No relatório final, a Comissão apontou que a abertura de um novo procedimento disciplinar para punir novamente a servidora pelos mesmos fatos violaria o princípio do non bis in idem, que impede dupla penalização pela mesma infração. O parecer citou jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e a Súmula 19 do STF, que reforçam essa proibição.

Após analisar os autos e o relatório, o prefeito concluiu que não existem novos fatos, provas adicionais ou condutas diferentes que justifiquem nova sanção disciplinar. Assim, qualquer punição adicional seria considerada ilegal e passível de nulidade.

Com isso, o PAD foi oficialmente arquivado, e a decisão será registrada nos assentamentos funcionais da servidora. Sara também será formalmente notificada sobre o encerramento do processo.