Primeiro debate ao Governo de MT tem troca de acusações e pressão sobre Pivetta
O encontro foi promovido pela Centro América FM e pelo portal Primeira Página.
Semana 7
O primeiro debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso foi marcado nesta terça-feira (18) por troca de acusações, críticas à atual gestão e confronto direto entre os participantes. O encontro foi promovido pela Centro América FM e pelo portal Primeira Página.
Foram convidados, conforme os critérios definidos pelos organizadores, três dos seis candidatos ao Palácio Paiaguás: o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador Wellington Fagundes (PL) e a médica Natasha Slhessarenko (PSD).
Dividido em três blocos, o debate abordou temas como obras em rodovias, mudanças climáticas, proteção às mulheres, saúde mental, pobreza, oferta de médicos especialistas no interior, entre outros.
O confronto mais intenso ocorreu entre Pivetta e Wellington. O governador associou o senador à gestão do ex-governador Silval Barbosa e criticou sua atuação na área de infraestrutura federal. Pivetta também fez acusações sobre a relação de Wellington com obras e recursos destinados a rodovias federais.
“O senhor sempre gostou de estrada federal para todo ano liberar dinheiro e participar dos negócios. Essa é a sua profissão, o senhor é conhecido com essa fama”, disparou Pivetta.
Em direito de resposta, Wellington rebateu as acusações e tentou associar Pivetta ao ex-governador Pedro Taques, de quem o atual governador foi aliado no passado, mas rompeu há cerca de oito anos. O senador também contestou as insinuações sobre possíveis irregularidades e afirmou já ter colocado seus dados fiscais à disposição para investigação. Wellington ainda criticou a atual administração e citou investigações envolvendo integrantes do governo.
Outro ponto acalorado foi o assunto saúde mental. Pivetta questionou Wellington sobre propostas para a área. Fagundes não deu uma resposta específica sobre o tema e provocou o governador. “Quem confessou que sofre de depressão aqui é o atual governador. Eu quero dizer que saúde mental não é só cuidar quando está doente”. Em seguida, o senador mudou o foco para outras questões, entre elas o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores públicos e as condições das rodovias estaduais.
Pivetta reagiu e insistiu na pergunta inicial. “O tema era saúde mental e o senhor não respondeu. Deve ser porque não tem nenhuma proposta para essa área”, afirmou.
No final do debate, Wellington também anunciou que sua coligação ingressou no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) com pedido de impugnação do registro de candidatura de Pivetta. Segundo o senador, a medida está relacionada a acórdãos do Tribunal de Contas da União (TCU) referentes a um convênio do período em que Pivetta era prefeito de Lucas do Rio Verde.
Ao site RD News, o advogado responsável pela defesa de Pivetta, Rodrigo Cyrineu, afirmou que o pedido não deve prosperar e sustentou que não houve dolo na conduta atribuída ao candidato. Segundo a defesa, a questão envolve decisão da 12ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que restabeleceu os efeitos de acórdãos do TCU relacionados ao convênio.
Natasha cobra propostas e critica adversários
A médica Natasha Slhessarenko adotou uma postura crítica em relação aos dois adversários ao longo do debate. A candidata questionou o histórico de alianças políticas entre Pivetta e Wellington e criticou o excesso de ataques entre os dois.
Na discussão do tema violência contra as mulheres, ela defendeu que o debate fosse direcionado para propostas e afirmou não apoiar a continuidade dos dois adversários. A candidata também cobrou maior atenção às soluções para os problemas do Estado.
(Com informações do RD News e g1 MT)

















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