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Estudo da UFMT Identifica 50 Espécies de Anfíbios no Parque Estadual do Xingu

Um guia ilustrado, produzido por um estudante da UFMT, documenta 50 tipos de anfíbios, incluindo sapos e cecílias, no Parque Estadual do Xingu, destacando a biodiversidade da região.

Estudo da UFMT Identifica 50 Espécies de Anfíbios no Parque Estadual do Xingu

Um novo guia ilustrado, desenvolvido por Davi Barbosa Dolzane, estudante de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus de Sinop, apresenta um extenso levantamento sobre a biodiversidade do Parque Estadual do Xingu. O material, intitulado “Guia Ilustrado de Anfíbios do Parque Estadual do Xingu”, reúne fotografias, registros de ocorrência e informações detalhadas sobre a biologia e comportamento de 50 táxons de anfíbios, incluindo sapos, pererecas e cecílias.

A pesquisa, realizada durante o ciclo 2025–2026 do Programa de Iniciação Científica, identificou um total de 50 tipos de anfíbios distribuídos entre 11 famílias e 19 gêneros, com 37 espécies confirmadas. Embora esses registros representem uma parte da diversidade conhecida na área, o estudo sugere que o número total de espécies pode ser ainda maior.

Segundo Dolzane, algumas regiões do parque permanecem pouco exploradas devido a dificuldades de acesso, o que limita a quantidade de levantamentos e o conhecimento sobre as espécies que habitam o local. O Parque Estadual do Xingu, situado em uma área de transição entre a Amazônia e o Cerrado, abriga uma variedade de ambientes que são cruciais para a conservação da biodiversidade em Mato Grosso.

Os anfíbios desempenham um papel importante na pesquisa ambiental, pois são sensíveis a mudanças em fatores como água, umidade e temperatura, o que os torna indicadores eficazes das condições ecológicas de uma região. O guia visa transformar informações científicas em um conteúdo acessível, facilitando o reconhecimento das espécies e suas características para diversos públicos, incluindo escolas e comunidades locais.

Ainda em fase de revisão técnica, uma prévia do guia foi disponibilizada na plataforma Issuu, permitindo que o público tenha um vislumbre do conteúdo e da proposta visual. O estudante Davi é bolsista financiado pelo CNPq e pela Capes e concorre a prêmios de iniciação científica, destacando a relevância do trabalho na divulgação da ciência.

A pesquisa é coordenada pelo professor Domingos de Jesus Rodrigues, com a colaboração de outros docentes e apoio de diversas instituições, incluindo o Programa Áreas Protegidas da Amazônia e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT).