Mulher morta pelo marido já havia denunciado agressões há 13 anos
Suenilda Vieira foi morta a tiros na noite desta quarta; Fábio Júnior Januário Dias morreu em confronto com a Força Tática, durante a madrugada desta quinta.
João Aguiar | RDNews
Suenilda Vieira, de 37 anos, já tinha histórico de violência doméstica sofrida pelo marido e Fábio Júnior Januário Dias, de 42 anos, entretanto a mulher nunca pediu medida protetiva contra o companheiro. Na noite dessa quarta-feira (02), ela foi morta a tiros pelo suspeito, que também tentou matar os filhos do casal, antes de morrer em confronto com a Força Tática, durante a madrugada desta quinta (03) na região rural de Araguaiana (MT).
Conforme apurado pelo RD News, Suenilda registrou um boletim de ocorrência por violência doméstica contra Fábio em 2013. Na ocasião, ela foi agredida com socos no rosto e na boca, além de ser enforcada pelo suspeito. O irmão do suspeito interveio na ação, protegeu a vítima e acionou a Polícia Militar. Na época, Fábio acabou sendo preso, mas foi liberado.
A delegada Mariell Antonini, secretária-chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher de Mato Grosso, reforça a necessidade de procurar ajuda e manter a rede de proteção informada sempre que houver agressões, ameaças, perseguição ou qualquer outra forma de violência.
“Um episódio de violência nunca deve ser tratado como algo normal ou isolado. Quando a mulher procura ajuda, o Estado passa a conhecer aquela situação e pode avaliar os riscos e oferecer os mecanismos de proteção disponíveis. Por isso, nossa orientação é para que ela não espere a violência aumentar. Procure ajuda desde os primeiros sinais”, afirma Mariell.
Mato Grosso conta atualmente com 11 unidades especializadas no atendimento às mulheres, sendo nove Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher e duas unidades com atendimento 24 horas, em Cuiabá e Várzea Grande. Outras 29 delegacias possuem núcleos especializados.
A Patrulha Maria da Penha está presente em 87 municípios e possui cobertura para atender os 142 municípios do Estado. Conforme a avaliação de cada situação, mulheres com medidas protetivas também podem ter acesso a mecanismos adicionais de segurança, como o Botão do Pânico e o monitoramento eletrônico do agressor por tornozeleira.
Mulheres em situação de violência doméstica e vulnerabilidade também podem ter acesso ao auxílio-moradia de R$ 600 mensais, destinado a contribuir para o afastamento do ambiente de violência e a construção de condições para uma vida independente do agressor.
Informações sobre a rede de atendimento, serviços e mecanismos de proteção disponíveis no Estado podem ser consultadas na plataforma Mulher MT.
Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo número 190. Denúncias e informações também podem ser encaminhadas à Polícia Civil pelo 197.

















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