Wellington ataca discurso de eficiência e diz que obras do Estado são “mal feitas”

Pré-candidato ao governo cita problemas no BRT, Portão do Inferno e MT-170 para rebater discurso de eficiência da atual gestão estadual.

Wellington ataca discurso de eficiência e diz que obras do Estado são “mal feitas”
Foto: Reprodução

RD News

 

O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), elevou o tom contra o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e contestou o principal argumento da pré-campanha do adversário: a eficiência administrativa. Ao citar problemas em obras como o BRT, o Portão do Inferno e a MT-170, Wellington afirmou que “não adianta fazer muito e fazer mal feito”.

Wellington citou como exemplos obras que, segundo ele, enfrentam problemas de execução ou atrasos, como a implantação do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande e as intervenções no Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães. “Temos lá o Portão do Inferno, que é o acesso à cidade de Chapada dos Guimarães. O governo começou, fez uma lambança e até agora não terminou a obra”, criticou da tribuna do Senado.

O senador ressaltou que houve dispensa de licitação e que, posteriormente, os trabalhos precisaram ser interrompidos. No discurso, Wellington também voltou a questionar a situação da MT-170, pavimentada recentemente e que apresentou problemas estruturais. O próprio governo anunciou medidas para cobrar das empresas responsáveis a correção dos defeitos.

“E simplesmente, como disse o presidente do Tribunal de Contas, as estradas feitas há um ano estão esfarelando. É desperdício de recurso público”, afirmou Wellington.

Ao comentar a gestão estadual, o senador ainda ironizou o slogan adotado por Pivetta na pré-campanha: “Obra parada não representa fazimento”.

“Por isso, a minha crítica é à administração, à gestão, não às pessoas. Agora, o atual governador tem que assumir as suas posições. Não pode ficar escondido na história do outro”, concluiu, em referência ao fato de que Mato Grosso era comandado até março por Mauro Mendes (União), que renunciou ao cargo para disputar uma vaga no Senado.

Pivetta era vice-governador e assumiu a chefia do Palácio Paiaguás após a saída de Mauro.

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