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Polícia Civil de MT Lança Operação Círculo Vicioso Contra Quadrilha de Furtos em Caixas Eletrônicos

Nesta quinta-feira (5), a Polícia Civil de Mato Grosso iniciou a Operação Círculo Vicioso, visando desmantelar uma quadrilha especializada em arrombamentos de caixas eletrônicos.

Polícia Civil de MT Lança Operação Círculo Vicioso Contra Quadrilha de Furtos em Caixas Eletrônicos

A Polícia Civil de Mato Grosso deu início, nesta quinta-feira (5), à Operação Círculo Vicioso, com o intuito de desarticular uma quadrilha interestadual envolvida em arrombamentos e furtos de caixas eletrônicos.

A operação contempla 74 medidas judiciais, que incluem 10 prisões preventivas, 18 buscas e apreensões, 18 autorizações para acesso a dados de dispositivos eletrônicos, 15 quebras de sigilo bancário e 13 ordens de bloqueio de ativos financeiros, totalizando cerca de R$ 240 mil.

Os mandados estão sendo cumpridos em diversas localidades, como Cuiabá, Rondonópolis, Joinville (SC) e São Luís (MA). As investigações começaram após um furto ocorrido em janeiro deste ano, quando os criminosos utilizaram uma lança térmica para arrombar um caixa eletrônico em um supermercado no bairro Praia Grande, em Várzea Grande. Apesar da tinta de segurança que inutilizou as cédulas, os bandidos conseguiram levar R$ 105 mil.

A equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) identificou que esse crime fazia parte de uma série de ataques semelhantes registrados entre novembro de 2025 e fevereiro deste ano, em Cuiabá e Várzea Grande. Os arrombadores cortavam os cofres após arrombar paredes, utilizando lonas para ocultar a luz da lança térmica.

A investigação revelou que o grupo criminoso possuía núcleos distintos: um focado na execução dos furtos, outro na lavagem das cédulas manchadas de tinta, e um terceiro encarregado da recepção dos recursos ilícitos. O dinheiro era depositado de forma fracionada em diferentes agências bancárias, uma técnica denominada smurfing, utilizada para dificultar a rastreabilidade dos valores.

As análises das imagens dos circuitos de segurança e outros elementos investigativos foram essenciais para identificar a participação dos suspeitos em várias etapas do esquema. A quadrilha contava com membros residentes em Santa Catarina, que viajavam para Mato Grosso para realizar os ataques, e possuía conexões com atividades criminosas anteriores no Rio de Janeiro e Alagoas.

O nome da operação, Círculo Vicioso, faz referência à repetição das atividades criminosas. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo Cuiabá, com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina, Maranhão e da PRF.